FAQ

Sim, como acontece na Europa e no Japão a pirólise pode ser utilizada para tratar resíduos hospitalares, medicamentos vencidos, lodos de esgoto e industriais, tratamento de solo contaminado, biomassa residual, resíduos industriais, etc.

Veja referências da Tecnologia de Pirólise Lenta a Tambor Rotativo

Para se ter um melhor resultado econômico, no entanto, a INNOVA se concentra em resíduos que não possuem mais aplicação comercial e que representam um custo de disposição para o cliente.

Existe uma ampla variedade de processos térmicos utilizados para converter resíduos orgânicos, como o lixo urbano, em energia. Embora cada tecnologia apresente soluções distintas, os tipos de processos térmicos podem ser englobados em quatro tipos: combustão, gaseificação, plasma e pirólise.

A combustão ou incineração realiza a queima direta dos resíduos em uma grelha móvel, com posterior aproveitamento dos gases de combustão para geração de vapor e energia elétrica.

A gaseificação utiliza uma combustão parcial, com menos ar do que necessário para a combustão completa, e posteriormente envia os gases para a combustão completa em um segundo estágio, utilizando o calor dos gases de combustão para produzir vapor e energia.

A maior parte das tecnologias de plasma na verdade são processos de gaseificação assistida ao plasma, no qual um arco elétrico, similar ao utilizado na fundição de metais, é utilizado para aquecer o ar de gaseificação, que depois irá entrar em contato com os resíduos e realizar uma combustão parcial com produção de gás de síntese de modo similar aos processos de gaseificação. Para resíduos com baixo poder calorífico como o RSU brasileiro, o quantitativo de eletricidade utilizado para transformar estes resíduos em gás de síntese é superior à energia que pode ser gerada através do gás de síntese, resultando em balanço energético negativo.

A pirólise utiliza uma fonte de calor externa para aquecer a biomassa ou os resíduos em um ambiente sem oxigênio. Como não há oxigênio não pode haver combustão e a partir de 400°C a matéria orgânica inicia um processo de decomposição termoquímica produzindo combustíveis gasosos, líquidos e carvão. O percentual de cada uma dessas frações depende do tipo de pirólise utilizado.

Entre as tecnologias de pirólise, a Pirólise Lenta a Tambor Rotativo é a mais adequada para o tratamento de resíduos sólidos.

Conheça sobre a Tecnologia de Pirólise Lenta a Tambor Rotativo

Independentemente da tecnologia utilizada, o resultado final é fundamentalmente o mesmo, os resíduos são convertidos em gases de combustão (vapor d’água e dióxido de carbono) e em um resíduo inorgânico (vidro, metais, pedras, cerâmicas, etc.), que é cerca de 10% do peso inicial.

Não, pelo contrário, a usina de pirólise da INNOVA pode ser operada de modo integrada com uma usina de triagem.

Este questionamento é feito muitas vezes porque algumas tecnologias, como a incineração, possuem dificuldades em tratar resíduos com um baixo poder calorífico.

Como cerca da metade do lixo brasileiro é composto por resto de comida e outros orgânicos com alta umidade, o poder calorífico do lixo brasileiro bruto se encontra normalmente entre 1.800 e 2.100 kcal/kg.

Quando ocorre uma segregação maior do plástico e do papel o poder calorífico dos resíduos pode cair abaixo de 1.800 kcal/kg e inviabilizar a sustentação da chama de um incinerador ou exigir a queima de combustível auxiliar, o que é prejudicial sob um ponto de vista econômico. Por essa razão, diz-se que incineradores competem com a reciclagem.

A tecnologia INNOVA não possui esse problema. As usinas da INNOVA podem tratar os restos de comida e orgânicos úmidos, lodos de Estação de Tratamento de Efluentes e outros resíduos com poder calorífico muito abaixo dos 1.800 kcal/kg sem dificuldades e sem o uso de combustível auxiliar. A única diferença é que será necessário uma maior quantidade desses resíduos para gerar a mesma quantidade de energia.

Deste modo, a segregação de recicláveis não impacta no funcionamento ou na economia da usina da INNOVA, pelo contrário, ela aumenta a capacidade de recepção e tratamento de resíduos.

Seguindo essa linha, a INNOVA considera importante a atividade de triagem de recicláveis do ponto de vista social, ambiental e econômico e oferece solução integrada de triagem e aproveitamento energético, pois independente da eficiência da triagem, sempre haverá uma grande quantidade de resíduos orgânicos e refugos da reciclagem que ainda podem ser aproveitados energeticamente.

A unidade de triagem desenvolvida pela INNOVA recebe o resíduo bruto e através de equipamentos automatizados envia para a esteira de triagem somente o que realmente é reciclável como garrafas PET, latas de alumínio, sacolas plásticas, embalagens, papel, papelão. Essa solução elimina os riscos de saúde ligados à triagem do lixo bruto e aumenta a quantidade de recicláveis que cada trabalhador consegue recuperar.

Não. A usina de pirólise da INNOVA produz emissões limpas e resíduos sólidos inertes.

Esta característica muito preocupante é atribuída frequentemente para tecnologias tradicionais como a incineração.

A incineração de resíduos urbanos, por tratar materiais com cloro, como o PVC, produz dioxinas e furanos (elementos organoclorados), que são biocumulativos, ou seja, por não se degradarem facilmente eles se acumulam em vegetais e animais, concentrando-se nas diversas fases da cadeia alimentar. Estes elementos são comprovadamente cancerígenos e são produzidos nas condições de operação de um incinerador, onde coexiste cloro, oxigênio e hidrogênio.

Outro problema dos incineradores são os metais pesados. Como o lixo urbano é enviado diretamente para o forno, as pilhas, baterias e outros metais são encontrados nos produtos da incineração (gases de combustão e cinzas).

Mesmo com sistemas de filtros modernos e eficientes, estes sistemas somente diminuem a concentração de dioxinas, furanos e metais pesados nos gases de combustão e os concentram nas chamadas cinzas volantes, que são retidas pelos filtros. Estas cinzas possuem alto teor de dioxinas e furanos, são perigosas, e se não forem dispostas adequadamente podem contaminar solo, ar e água, entrando na cadeia alimentar.

A tecnologia INNOVA, ao não utilizar oxigênio, elimina a possibilidade desses elementos cancerígenos serem produzidos. A tecnologia INNOVA também não produz cinzas volantes, pois o gás de síntese é limpo antes de acontecer qualquer combustão. O uso de um sistema de pré-processamento dos resíduos também permite a separação das pilhas e baterias antes da chegada ao reator de pirólise, garantindo que metais pesados não serão encontrados nos produtos da pirólise (gás de síntese e cinzas).

Sim, a tecnologia INNOVA consegue garantir uma solução atrativa do ponto de vista econômico e competitiva em comparação aos custos praticados por aterros sanitários.

Isto se deve principalmente a sua simples construção e operação e ao aproveitamento de uma série de recursos que os resíduos podem oferecer, a saber, a energia elétrica, a energia térmica, os recicláveis, créditos de carbono, corretor de solo, serviço de tratamento de resíduos, etc.

As usinas INNOVA são modulares, podendo atender volumes de 10 toneladas por dia até mais de 1.000 toneladas por dia, através de módulos em paralelo.

No entanto, segundo o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, 98% dos lixões do país estão localizados em municípios com menos de 100.000 habitantes, ou seja, a situação ambiental é mais crítica no interior e em municípios de pequeno e médio porte.

Por essa razão a INNOVA busca atuar principalmente em cidades com população entre 50.000 e 200.000 habitantes, pois são os municípios que mais carecem de soluções adequadas.

A primeira usina da INNOVA no Brasil está em instalação no Parque Tecnológico INOVA da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Mais informações aqui.

Esta será a primeira usina do tipo no Brasil.

Como qualquer novidade, as soluções de tratamento e aproveitamento enfrentam as barreiras de mercado normais para se inserirem e se difundirem, justamente por serem desconhecidas da população.

Já no exterior, a tecnologia da INNOVA foi utilizada na Itália para o desenvolvimento de três unidades, uma em operação desde 2007 e duas desde 2013.

Outros fabricantes construíram usinas similares, principalmente na Europa e no Japão, onde a tecnologia de pirólise lenta a tambor rotativo é utilizada há décadas.

Veja referências da Tecnologia de Pirólise Lenta a Tambor Rotativo

Exemplos de sucesso operam há mais de 30 anos continuamente, tratando vários tipos de resíduos diferentes, com mais de 90% de disponibilidade.